Blog do Patrimônio


FELICIDADE

Para os amores próximos e para os amores distantes, para os corações apaixonados pela vida e para aqueles que ainda estão descobrindo essa paixão, nada melhor do que iniciar a tarde com o belo Soneto da Felicidade, de Odylo Costa, filho.

Não receies, amor, que nos divida
um dia a treva de outro mundo, pois
somos um só, que não se faz em dois
nem pode a morte o que não pode a vida.

A dor não foi em nós terra caída
que de repente afoga mas depois
cede à força das águas. Deus dispôs
que ela nos encharcasse indissolvida.

Molhamos nosso pão quotidiano
na vontade de Deus, aceita e clara,
que nos fazia para sempre num.

E de tal forma o próprio ser humano
mudou-se em nós que nada mais separa
o que era dois e hoje é apenas um.


[Pôr-do-sol, acervo do Patrimoniodahumanidade.com]



Escrito por Equipe Patrimônio às 15h17
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