Blog do Patrimônio


UM POEMA PARA A TARDE

Para esta tarde de quinta-feira de novembro, mais um testemunho da maestria de um dos maiores poetas do Brasil - Nauro Machado, agora numa edição bilíngüe.

LISURA

O vidro cega
quando em espelho
abandonado.

As mãos morrem
sem a esperança
que os olhos tem.

A tarde é simples
no coração
das gaivotas.

Torre nenhuma
floresce em lábios
silenciados.

Silêncio; espera!
Chamas-te agora
o sim do sempre.


GLÄTTE

Das Glas erblindet
wenn im Spiegel
verlassen.

Die Hände sterben
ohne die Hoffnung
die die Augen haben.

Der Abend ist einfach
im Herzen
der Möwen.

Kein Turn
blüht in verstummten
Lippen.

Verstummen: warte!
Jetzt heiBt du
Das Ja von immer



Escrito por Equipe Patrimônio às 16h51
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