Blog do Patrimônio


2014

Retornando às atividades depois do recesso do final de ano, trazemos para este começo de noite de janeiro um soneto de Odylo Costa, filho (1914-1979).


PAZ DE AMOR

Calemos esta paz como um segredo
de amor feliz. Não seja este silêncio
ponto final em nosso terno enredo:
não nos encerre o amor, antes condense-o.

Olhemo-nos nos olhos face a face.
Sem recuar surpresos como o amigo
que de repente no outro deparasse
apenas o lembrar do tempo antigo.

Não. Sempre em nós renascerão searas.
Novas chuvas trarão nova colheita.
Folhas novas, translúcidas e raras.

E brotará da tua mão direita
água súbita e casta do rochedo
um novo amor, que vença a morte e o medo.

(Boca da noite, 1979)

[Foto: Enseada, São Luís, acervo do Patrimoniodahumanidade.com]



Escrito por Equipe Patrimônio às 19h55
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